18 de setembro de 2011

CURSO DE ATUALIZAÇÃO EM LABORATÓRIO CLÍNICO

              Clientela: Biomédicos, biólogos, bioquímicos, estudantes interessados da área, técnicos de laboratório e banco de sangue.

       Inscrição no centro empresarial norte quadra 701 bloco B sala 424- tel. 61-30327138 / 91252792 – com Letícia, Prof. João Moreira, Dra. Socorro (LACEN)
       Nº de vagas: 50.
Local: auditório do LACEN/DF
Programação

16 de setembro de 2011

DIA DO BIOMÉDICO

Evento: dia do biomédico
Interação multiprofissional para promoção e prevenção da saúde e bem estar.
Local: parque da cidade plano piloto – atrás da administração do parque
Dia: 19/11/2011
Horário: 08:30 ás 13hs:00 sábado

1-  Tenda SINDBIOMÉDICOS/SAMAVIT cursos :
- Aferição de pressão, dosagem de glicose e colesterol.
- Mesa de frutas.
2-  Tenda (FACULDADE ANHANGUERA)
3-  Tenda FACULDADE UNICESP
4-  Tenda UNICEUB
5-  Tenda UNIVERSIDADE  CATÓLICA
6-   tenda  UNIP
7-  Tenda  Mila – fisioterapia.
8-  Tenda Amanda Marga- professor João Suender medicina alternativa:
- Yoga;
- Alimentos organicos;
- Curso de instrutor de yoga.
9-  Tenda academia – Igor Chianca.

RESULTADO DA ENQUETE

15 de setembro de 2011

Pouco conhecida, mas essencial

Assim é a atividade, que tem foco na pesquisa e no diagnóstico das doenças humanas. Oferta de cursos de graduação tem crescido no DF, bem como o mercado de trabalho.

A maioria dos biomédicos atua em laboratórios, embora o número de especialidades da profissão seja enorme
       “O que faz um biomédico?” Todo estudante ou profissional do ramo já ouviu essa pergunta de algum curioso. E todos já deram a mesma resposta: “Bastante coisa”. De fato. Segundo o Conselho Regional de Biomedicina da 3ª região (CRBM-3), hoje existem cerca de 30 habilitações na área (veja quadro). No Distrito Federal, essa profissão ainda é desconhecida por muita gente, mas pouco a pouco tem ganhado espaço no mercado e atraído mais interessados em uma graduação. Já são cinco as faculdades que oferecem formação nessa especialidade em Brasília. 


“O DF está descobrindo o biomédico. Há seis anos, só uma escola ofertava o curso aqui, mas hoje já temos várias instituições e mais candidatos. Há uma demanda crescente por esses profissionais”, conta o coordenador de biomedicina da Faculdade Anhanguera, Carlos Fernando dos Santos, que aponta os laboratórios e os centros de diagnóstico por imagem da cidade como as grandes fontes de emprego para a categoria. Em 2005, uma resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou que a responsabilidade técnica por laboratórios de análises e postos de coleta ficasse a cargo, entre outros profissionais, de biomédicos. Tal norma ampliou as oportunidades de trabalho no setor, que tem piso salarial no valor de R$ 1.817 para a jornada de 44 horas semanais. 

Criada em 1966 pela antiga Escola Paulista de Medicina e regulamentada 13 anos depois, a atividade surgiu para suprir uma carência observada no ramo da saúde. “Faltavam professores de conteúdos básicos, como anatomia, histologia e microbiologia, porque os médicos não queriam dar aulas dessas disciplinas, eles queriam fazer uma especialização e clinicar”, explica Lidia Maria Pinto, professora de biomedicina na Universidade Católica de Brasília (UCB). Assim, consolidou-se uma capacitação com foco na pesquisa, que, posteriormente, ganhou outra atribuição importante: o diagnóstico, área escolhida por cerca de 80% dos biomédicos em atuação hoje. E é justamente esse ponto que distingue a profissão da medicina — esta atua na cura direta das doenças e na restauração da saúde. 

A exemplo da maioria dos especialistas na área, a biomédica Jailma Miyada, 44 anos, trabalha em um laboratório. Formada pela Universidade Federal de Goiás em 1991, ela conta que nunca teve dúvidas sobre o ramo que queria seguir. Desde que recebeu o diploma, trabalha com análises clínicas. “Algumas pessoas fazem biomedicina porque não conseguiram passar em um curso de medicina, mas eu não”, comenta a profissional, ao se dizer realizada com o que faz. Em 1999, a goiana mudou-se para Brasília e começou a trabalhar no laboratório Exame, onde está até hoje. Lá dentro, ela já atuou nas unidades de coleta, no setor de hormônios e hoje fica na assessoria científica do grupo, ajudando médicos e pacientes a solicitar e interpretar exames. 

Privado x público 
Além da habilitação escolhida por Jailma, a iniciativa privada oferece aos profissionais do ramo possibilidades de trabalho com análise veterinária, reprodução humana, acupuntura e análise ambiental, entre outras. Já o sonho de entrar no funcionalismo público é restrito a tal categoria. Isso porque apenas uma instituição da Secretaria de Saúde do DF, o Hemocentro, tem carreira reservada à classe. “Quem tem diploma em biomedicina concorre nos concursos às vagas para biólogo e farmacêutico bioquímico. No caso de aprovação, tem que entrar na Justiça para conseguir a nomeação”, explica a professora Lidia. 

Apesar das limitações, é justamente um cargo do serviço público o grande objeto de desejo da maioria dos formados na área: o de perito criminal das polícias Civil e Federal, aberto a diversas profissões. “É um ótimo emprego e tem uma excelente remuneração (de R$ 3 mil a R$12 mil, dependendo da localidade e do órgão)”, diz o estudante Marne Azarias, 25 anos, que não nega a vontade de atuar na atividade considerada a ‘menina dos olhos’ dos biomédicos. Ainda assim, o aluno do último semestre de biomedicina no Uniceub frisa que ingressou na faculdade com o foco em outro tipo de trabalho. “Gosto muito de ciência, biologia e química, quero ser um pesquisador”, declara o jovem. 

Atuação ampla 
O número de habilitações relacionadas à biomedicina é impreciso, pois a cada momento surgem novas especialidades, sendo algumas delas questionadas por especialistas. Abaixo, está a lista com as principais atividades desenvolvidas por esses profissionais:   
  • Acupuntura 
  • Análise ambiental 
  • Análise clínica veterinária 
  • Análises bromatológicas 
  • Análises clínicas 
  • Anatomia patológica 
  • Banco de sangue 
  • Biologia molecular 
  • Citologia oncótica 
  • Embriologia 
  • Estética 
  • Fisiologia (geral e humana) 
  • Genética 
  • Histologia humana 
  • Imagenologia 
  • Informática de saúde 
  • Microbiologia de alimentos 
  • Patologia 
  • Perfusão extracorpórea 
  • Psicobiologia 
  • Radiologia 
  • Reprodução humana 
  • Sanitarista 
  • Saúde pública 
  • Toxicologia 
  • Virologia 
Fonte: Conselho Regional de Biomedicina da 3ª região (CRBM-3) 

Onde estudar 
Centro Universitário de Brasília (Uniceub) 
Duração: nove semestres 
Turno: matutino 
Tel.: (61) 3966-1475 
www.uniceub.br 

Faculdade Anhanguera 
Duração: quatro anos 
Turno: vespertino e noturno 
Tel.: 0800-941-4444 
www.unianhanguera.edu.br 

Faculdades Integradas Icesp 
Duração: quatro anos 
Turno: noturno 
Tel.: (61) 3035-9500 
www.unicesp.edu.br 

Universidade Católica de Brasília (UCB) 
Duração: nove semestres 
Turno: matutino 
Tel.: (61) 3356-9144 
www.ucb.br 

Universidade Paulista (Unip) 
Duração: quatro anos 
Turno: matutino 
Tel.: (61) 2192-7030 
www.unip.br 

Fonte: Correio Braziliense

14 de setembro de 2011

RAP MOLECULAR

Esse pessoal não tem mais o que inventar mesmo. Mas a ideia foi bem criativa. E essa galera ainda está no ensino médio.
Muito bacana mesmo, vale a pena conferir.



Pedro Henrique Veloso
Graduando em Biomedicina (4AV)
Faculdade Anhanguera de Brasília

Pesquisa em saúde ganha impulso


          O Ministério da Saúde anunciou que vai investir R$ 1,5 bilhão na área de pesquisa em saúde nos próximos quatro anos. O plano de investimentos foi anunciado durante o I Encontro com a Comunidade Científica realizado, nesta quinta-feira (8/9), em Brasília.
          De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, este trabalho é parte do esforço para garantir saúde de qualidade a todos os Brasileiros. “No momento em que o Ministério da Saúde tem como meta a ampliação do acesso com qualidade a todos os brasileiros, é fundamental o fortalecimento de iniciativas pela pesquisa, desenvolvimento e inovação em saúde", disse o ministro.
          O ministro também anunciou duas medidas que devem dar mais agilidade ao processo de aprovação e acompanhamento das pesquisas clínicas realizadas no país e que servem de base para o lançamento de novos medicamentos no mercado. Trata-se da Plataforma Brasil e do Registro Brasileiro de Ensaios Clínicos (Rebec). A Plataforma é um sistema que reúne a base nacional e unificada de registros de pesquisas envolvendo seres humanos. Com este sistema, a expectativa é que haja maior agilidade e transparência na aprovação dos projetos de pesquisa e testes com novos medicamentos.
          Já a Rebec é um sistema para o registro de ensaios clínicos. É o primeiro sistema deste tipo feito em língua portuguesa e coloca o Brasil entre o seleto grupo de países que possuem sistemas semelhantes. Com isso, os pesquisadores nacionais não precisarão mais recorrer a plataformas estrangeiras para registrar seus ensaios.
          Para o diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, estas iniciativas são resultado do esforço para promoção da saúde pública. “Essas iniciativas reafirmam, mais uma vez, o empenho de fazer com que os sistemas de controle e gestão sejam os mais eficientes possíveis no estímulo à pesquisa em saúde com resultados diretos para a população”, afirma Barbano. No Brasil, o Estado é o maior investidor em pesquisas na área de saúde.
          Durante o encontro, o ministro Alexandre Padilha também anunciou a Agenda de Pesquisas Estratégicas para o Sistema de Saúde (Pess). A nova agenda reúne 151 linhas prioritárias de pesquisa e inclui temas da vigilância sanitária, como percepção do risco sanitário no consumo de produtos, efeitos da vigilância sanitária na prevenção de riscos em serviços de saúde, intervenções em situações de emergência, desenvolvimento de modelos de avaliação para tecnologias de uso em saúde, entre outros.
Fonte: Carlos Augusto Moura - Imprensa/Anvisa

13 de setembro de 2011

Painel discute riscos do mercúrio à saúde

          Os riscos do mercúrio para a saúde humana, meio ambiente e trabalhadores que utilizam produtos com esta substância serão discutidos na próxima segunda-feira (12/9), em Brasília, durante um painel técnico realizado pela Anvisa. O objetivo do encontro é debater com acadêmicos, setor produtivo, serviços de saúde e o próprio governo as políticas de substituição e restrição do uso do mercúrio que têm sido adotadas em outros países, além de avaliar os custos e outros aspectos para substituição do mercúrio no Brasil.
          O mercúrio é um metal pesado utilizado em uma série de produtos como  amálgama dental, manômetros, termômetros, interruptores elétricos, detergentes e desinfetantes, telas de LCD, entre outros. Por se tratar de uma neurotoxina capaz de causar sérios danos à saúde, há uma preocupação crescente em todo o mundo com o uso deste material. Na área de saúde, os produtos que utilizam o mercúrio com mais freqüência são os termômetros e os esfigmomanômetros, aparelhos utilizados para medir a pressão arterial. No uso diário, estes produtos são considerados seguros, mas acidentes podem provocar a exposição do usuário ao metal pesado, seja nos serviços de saúde ou mesmo no ambiente doméstico.
          O resultado do debate no painel técnico deve subsidiar o posicionamento do Brasil frente às discussões internacionais sobre o tema. No país, a Anvisa e o Ministério da Saúde compõem o Grupo de Trabalho para Assuntos de Saúde e Meio Ambiente no âmbito do Ministério das Relações Exteriores. O ministério é responsável por negociar, junto ao Conselho Diretivo do Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas, um protocolo  para o uso de mercúrio e seus subprodutos.
          Veja a programação.

Painel Técnico: Mércurio e seus Riscos no Contexto da Vigilância Sanitária
Onde
: Auditório da Anvisa, Brasília/DF.
Quando: 12/09, das 9h às 17h30.

12 de setembro de 2011

Comitê será responsável por avaliar terapias celulares

          A Anvisa realiza, entre os dias 17 e 18 de outubro, seminário técnico para discutir a criação de um órgão interinstitucional para regular as terapias que resultem do cultivo, seleção e manipulação de células. O tema tem despertado interesse da comunidade científica, mas seu desenvolvimento esbarra em entraves, como a falta de regulamentação e de parâmetros éticos.
         Segundo o gerente de Tecidos, Células e Órgãos da Anvisa, Daniel Coradi, o Comitê de Assessoramento Técnico em Terapias Celulares (CAT) agregará a opinião da Agência e dos conselhos federais de Medicina e Odontologia. “Precisamos definir um marco regulatório, a partir do qual estará valendo a exploração de produtos derivados de células, inclusive de células-tronco, sejam adultas ou embrionárias”, disse. As decisões do Comitê serão tomadas em consenso.
         O CAT vai simplificar o trâmite dos pesquisadores e definirá, também, os parâmetros éticos que devem ser seguidos por quem desenvolve tratamentos, medicamentos e produtos com células humanas. Para a criação do Comitê, a Anvisa segue modelo da União Europeia, onde um órgão semelhante foi montado há quatro anos.
 Inscrições
Estão disponíveis 200 vagas para o Seminário. Para efetuar a inscrição, o interessado deve enviar e-mail para o endereço cerimonial@anvisa.gov.br. A inscrição é gratuita.


Fonte: ANVISA


9 de maio de 2011

Acupuntura é melhor do que aspirina contra dores de cabeça, diz estudo

A acupuntura, tradicional terapia chinesa com agulhas, funciona melhor do que medicamentos analgésicos, como a aspirina, para reduzir a severidade e a freqüência de dores de cabeça crônicas, segundo estudo da Universidade de Duke, nos Estados Unidos.
De acordo com os especialistas, “a acupuntura está se tornando uma opção favorável para uma variedade de propósitos, que vão desde melhorar a fertilidade à redução da dor pós-operatória, porque as pessoas experimentam significativamente menos efeitos colaterais e ela pode ser uma opção menos cara do que as outras”, disse o pesquisador Tong Joo Gan, líder do estudo.
Avaliando, a partir de 32 estudos, dados de cerca de 4 mil pacientes com enxaqueca, cefaléia tensional e outras formas de dor de cabeça crônica, os pesquisadores descobriram que, enquanto 62% dos pacientes tratados com acupuntura apresentaram alívio, apenas 45% daqueles que tomaram medicamentos tiveram essa melhora.
Além disso, a acupuntura verdadeira se mostrou mais eficaz também do que a falsa (cujas agulhas são colocadas em pontos não terapêuticos), mostrando que o alívio não acontece por efeito placebo. Cerca de 53% daqueles submetidos à técnica verdadeira tiveram melhoras, contra apenas 45% daqueles que fizeram a “falsa” acupuntura.
Os resultados mostraram que eram necessárias cinco ou seis sessões para os pacientes conseguirem algum alivio. “A análise reforça que a acupuntura é uma fonte bem sucedida de alívio para dores de cabeça crônicas”, concluíram os pesquisadores.
Fonte: Anaesthesia and Analgesia. 2008

14º Encontro Nacional de Biomedicina

Galera nos dias 20, 21 e 22 de outubro, acontecerá o 14º Encontro Nacional de Biomedicina e a programação está bacana e os preços bem acessíveis. Olhem só:
 
 
 
Acessem o site do 14º Encontro Nacional de Biomedicina, confira a programação completa e faça sua inscrição.

7 de maio de 2011

A Ciência Médica de House - Andrew Holtz



Galera esse livro é excelente. 
Ele foi escrito pelo ex-repórter de saúde da CNN Andrew Holtz. No livro Andrew fala das doenças que aparecem no seriado e dos estranhos tratamentos que House e sua equipe utiliza para tratá-las.
Leiam o livro e descubra o que é verdade e o que é mentira no seriado.
Fica a dica e o link para o download.

29 de abril de 2011

TaguaPark Sábado 30/04

   
 Galera neste sábado 30/04 acontecerá uma atividade comunitária no TaguaPark. Compareçam pois vai ser bacana,
    Serão realizadas atividades como:
    - Auriculoterapia;
    - Avaliação física.
    Dentre outras...
    Aguardo vocês...
    Att.

Pedro Henrique Veloso
Graduando em Biomedicina (3AV)
Faculdade Anhanguera de Brasília
(61) 8463-7632

15 de abril de 2011

FILIE-SE AO SINDBIOMÉDICOS/DF




       Pessoal agora os estudantes de biomedicina podem se filiar ao Sindicato Dos Biomédicos Do Distrito Federal (SINDBIOMÉDICOS/DF), em troca o sindicato irá lutar pela nossa classe e oferecer cursos, palestras e futuramente um plano de saúde. Ficou decidido em reunião, que os estudantes iriam pagar R$ 30,00 trimestrais.

       Os estudantes que estiverem interessados em se filiar, basta fazer o download da Ficha de Filiação, preencher e enviar para pedro.henrique.veloso@gmail.com
O boleto será gerado e enviado para seu e-mail.
       Vale ressaltar que quando o pagamento do mesmo é feito online o Sindicato paga uma taxa menor para o banco.
Atenciosamente
FICHA DE FILIAÇÃO

--
Pedro Henrique Veloso
Graduando em Biomedicina (3AV)
Faculdade Anhanguera de Brasília
(61) 8463-7632

22 de março de 2011

ASSEMBLEIA REFERENTE AO PISO SALARIAL DO BIOMÉDICO (A)


Prezados companheiros Biomédicos(as) estamos convocando a todos para uma Assembleia cujo foco é definirmos uma proposta conjunta do piso salarial dos Biomédicos(as) do Distrito Federal, e essa decisão tem de ser COLETIVA. no próximo dia 31/03/2011 as 14 horas no Auditório do Hemocentro estaremos esperando a todos para fortalecer a classe Biomédica de Brasília.
Pedimos ainda que anunciem esta assembléia a todos os Biomédicos(as) de Brasilia a comparecerem. tambem aos alunos de Biomedicina estão convidados a participar.

1 de março de 2011

HPV, perigo além do útero

O vírus que ficou famoso por deflagrar tumores de colo uterino agora é acusado de provocar a doença na garganta e em outras áreas do corpo. Investigamos o que é possível fazer para escapar dele




No tribunal dos colaboradores do câncer, o papilomavírus humano, mais conhecido pela sigla HPV, já não responde apenas por danos a um único órgão ou por uma ameaça exclusiva ao sexo feminino. O micro-organismo sexualmente transmissível continua responsável pela esmagadora maioria dos tumores de colo de útero, um dos campeões em incidência entre as mulheres.

Mas — atenção, homens, essa notícia também lhes interessa — a ciência alerta: o mau elemento abre o caminho ao problema em outras redondezas do corpo. Onde? Uma revisão recém-publicada pela Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, esmiuçou, por exemplo, a íntima associação entre o HPV e um boom de tumores de boca e garganta . “Há um aumento na ocorrência de câncer de garganta em pessoas mais jovens do que o habitual e, em um número significativo deles, se observa a presença do vírus”, constata o cirurgião oncológico Fernando Luiz Dias, chefe do Setor de Cabeça e Pescoço do Instituto Nacional de Câncer. “Dados americanos indicam que até 50 ou 60% dos episódios da doença estejam relacionados ao HPV”, conta seu colega de especialidade André Lopes Carvalho, diretor científico do Hospital de Câncer de Barretos, no interior paulista.

Se levarmos em consideração os genitais, também deparamos com o malfeitor. “Em metade dos casos de câncer de pênis há a participação do HPV”, calcula o cirurgião oncológico Ademar Lopes, do Hospital A.C. Camargo, em São Paulo. Nas mulheres, ele é capaz de semear o mal na vagina e na vulva. E, independentemente do gênero, nem o ânus é poupado.

É preciso lembrar que nem todos os HPVs estão mancomunados com o câncer — hoje se sabe que os tipos 16 e 18 são os principais envolvidos. “E o contato com o vírus, mesmo que seja um de alto risco, não significa que haverá um tumor”, tranquiliza a bióloga Paula Rahal, da Universidade Estadual Paulista, em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. Predisposição genética para o câncer, baixa imunidade e tabagismo pesam na conta que resulta no problema. “Até 80% das mulheres infectadas eliminam o HPV espontaneamente em dois anos sem ter sintomas”, conta a ginecologista Cristina Helena Rama, do Hospital e Maternidade Leonor Mendes de Barros, na capital paulista.

Mas, claro, não dá para confiar na sorte, sob pena de cair no grupo das que irão colher retaliações mais graves. “Daí a necessidade de se submeter a exames de rotina, como o papanicolau, que identificam alterações no útero”, orienta Cristina. “Do momento da infecção ao surgimento do câncer podem transcorrer até 20 anos”, avisa Paula. Estendendo a mensagem aos outros alvos do HPV, qualquer sinal de algo errado na boca, na garganta ou no pênis merece policiamento médico. Aliás, um estudo também associou esse vírus ao câncer de mama. Mas os especialistas ouvidos por SAÚDE! acreditam que é cedo para fazer essa última acusação.

De qualquer modo, antes de procurar o intruso, você deve saber o que está ao seu alcance para se esquivar dele. Parte da resposta resvala nos princípios do sexo seguro. “Apesar de não ser 100% eficaz no caso do HPV, a camisinha ajuda a evitar a infecção”, diz Cristina. O problema é que o preservativo é deixado para a hora da penetração. E mais: o próprio saco escrotal, por exemplo, pode portar o vírus. Por mais careta que soe, quanto menos parceiros alguém tiver, menor o risco do contágio. Também é crucial cortar outros fatores pró-câncer. “Para os tumores de garganta, há um efeito combinado entre o cigarro, o álcool e a presença do vírus”, afirma Carvalho.

A fórmula mais segura e eficiente seria a imunização, por enquanto destinada às mulheres entre 9 e 26 anos. Especialistas já avaliam a aplicação em outras faixas etárias e a liberação para os homens — nos Estados Unidos, um dos imunizantes foi aprovado para a ala masculina visando à prevenção das verrugas genitais. “Dos tumores associados ao vírus, cerca de 70% dos de colo de útero, 80% dos de amígdala e 40% dos de pênis estão relacionados aos HPVs 16 e 18, os contemplados pelas vacinas disponíveis”, diz a bióloga Luisa Lina Villa, do Instituto Ludwig de Pesquisa sobre o Câncer, em São Paulo. A despeito dos estudos em andamento e da discussão custo/benefício, o maior pesadelo do HPV será sua condenação a um futuro com vacina para todo mundo.



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